Pouco comum no restante do Brasil, o potó (Paederus irritans) é um inseto pequeno, com corpo vermelho e preto, encontrado predominantemente em alguns estados do Nordeste, e muito temido pela população porque sua picada pode causar queimaduras de até segundo grau na pele. A maioria das pessoas não sabe como tratar as doloridas lesões.
A maioria das queimaduras ocorre à noite, principalmente em áreas do corpo que ficam descobertas. Muitas vezes, as pessoas acordam com a picada, mas nem encontram mais o potó. Parente dos besouros e das joaninhas, o inseto fica próximo das luzes brancas nas residências, e busca lugares quentes.
A ocorrência desses “acidentes” com potós, que às vezes caem do telhado sobre a pessoa dormindo, é maior no início dos meses mais quentes do ano no Nordeste. Por isso, a recomendação é que, durante esse período, as pessoas substituam as luzes brancas por amarelas. A lesão provocada pela picada do potó é parecida com uma queimadura de fogo ou produto químico.
A substância tóxica presente no coleóptero, a pederina, muitas vezes é liberada quando a pessoa vira na cama e esmaga o inseto contra a pele. A gravidade das lesões irá depender da quantidade de toxina, e também da sensibilidade da pele da pessoa.
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