A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de congelar a ajuda internacional por 90 dias e desativar a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) está gerando repercussões em diversos setores. A medida afeta programas essenciais em biosegurança, vacinas e assistência alimentar para países em crise. Em 2023, a USAID administrou cerca de US$ 44 bilhões em ajuda global, e os cortes agora ameaçam iniciativas contra doenças como poliomielite, mpox e Ebola.
Apesar de isenções anunciadas pelo secretário de Estado Marco Rubio para alguns programas emergenciais, a assistência continua comprometida. Fundos destinados a programas de HIV seguem congelados, dificultando o tratamento de milhões de pessoas. Além disso, a incerteza sobre mais de US$ 489 milhões em assistência alimentar tem preocupado especialistas.
Os cortes também afetam programas agrícolas e ambientais, incluindo iniciativas na Amazônia brasileira voltadas à agricultura familiar e ao combate às mudanças climáticas. Além disso, a segurança global pode ser impactada, já que mais de US$ 16 bilhões da USAID foram destinados, em 2023, a projetos de governança e sociedade civil. Com a Ucrânia ainda em guerra contra a Rússia, a suspensão da assistência norte-americana pode enfraquecer o apoio ao país.
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