A presidente da Costa Rica, Laura Fernández, enfrenta um impasse com o Judiciário que tem dificultado a adoção de medidas coordenadas contra a violência ligada ao narcotráfico. O conflito envolve cortes no orçamento do sistema judicial e uma proposta para transferir ao Congresso a prerrogativa de nomear o procurador-geral, atualmente atribuída à Suprema Corte. A crise ocorre apenas dois meses após a posse da nova presidente.
Fernández, eleita com um discurso de combate rigoroso ao crime, acusou o Judiciário de estar infiltrado pelo crime organizado e de impedir a implementação de políticas de segurança inspiradas no modelo adotado por El Salvador. Em resposta, magistrados rejeitaram as acusações, cobraram provas e afirmaram que a redução de recursos compromete investigações, julgamentos e o enfrentamento às organizações criminosas.
A Costa Rica vive uma escalada da violência impulsionada pelo tráfico internacional de drogas. O país registra, em média, dois homicídios por dia, enquanto apenas 38% dos casos resultam em condenação, segundo o Ministério da Segurança. Especialistas alertam que o confronto entre os Poderes pode enfraquecer as instituições democráticas e dificultar a resposta do Estado ao avanço do crime organizado.
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