Um relatório recente sobre a qualidade do ar ao redor do mundo revelou uma realidade alarmante: apenas 9% das mais de 7.800 cidades analisadas atendiam aos padrões estipulados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A poluição atmosférica, impulsionada pela crise climática, representa uma ameaça crescente para bilhões de pessoas em todo o planeta, com o material particulado fino (PM2,5) emergindo como o poluente mais perigoso devido à sua capacidade de penetrar nos pulmões e causar uma série de doenças respiratórias.
Dos lugares identificados como os mais poluídos do mundo, a Índia emerge como líder indiscutível, com 83 das 100 cidades mais poluídas localizadas no país. Begusarai, no norte indiano, foi destacada como a cidade mais poluída de 2023, com uma concentração anual média de PM2,5 de 118,9 microgramas por metro cúbico. Esses altos níveis de poluição do ar colocam a saúde de 1,3 bilhão de pessoas, ou 96% da população do país, em risco.
A crise climática está exacerbando ainda mais os problemas de poluição do ar, alterando padrões de vento e chuva, aumentando incêndios florestais e prolongando temporadas de pólen. Essas mudanças afetam a dispersão de poluentes e contribuem para a deterioração da qualidade do ar em todo o mundo. Segundo a OMS, a poluição do ar ambiente e doméstica causa a morte de aproximadamente 6,7 milhões de pessoas anualmente.
Além das áreas urbanas, a poluição do ar também é uma preocupação nas áreas rurais, onde partículas insalubres estão presentes na atmosfera, representando riscos significativos para a saúde.
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