A confiança do setor industrial brasileiro recuou pelo 14º mês consecutivo em fevereiro de 2026, atingindo 48,2 pontos, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI). O resultado mantém o índice abaixo da linha de otimismo, refletindo o pessimismo dos empresários diante da incerteza fiscal e das altas taxas de juros, que continuam dificultando o planejamento de novos investimentos.
Entre os principais obstáculos citados estão o aumento sistemático no custo de insumos e matérias-primas, além da baixa demanda no mercado interno. A indústria de transformação é a mais atingida por esse cenário, sofrendo com margens de lucro pressionadas e com a volatilidade cambial que encarece a produção nacional.
A CNI alerta que a reversão desta tendência negativa depende de reformas econômicas que melhorem o ambiente de negócios. Até que haja sinais claros de estabilidade nas contas públicas, a expectativa é de que o setor mantenha uma postura cautelosa quanto à contratação de mão de obra e expansão de infraestrutura produtiva.
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