As lavouras de milho na França seguem enfrentando seu pior desempenho histórico após um período prolongado de calor extremo e estiagem no verão europeu. Dados divulgados pelo órgão agrícola FranceAgriMer apontam que apenas 22% das safras de milho para grão no país foram avaliadas em condições boas ou excelentes até o final de setembro. O índice, que permaneceu estável em relação à leitura anterior, é o patamar mais baixo registrado pela instituição desde o início do acompanhamento em 2011, contrastando fortemente com os 62% observados no mesmo período do ano anterior.
O impacto da estiagem continuou expressivo ao longo de setembro, trazendo pouca recuperação para as lavouras e projetando uma safra que deve figurar entre as menores do país desde a década de 1970. Em contrapartida, o tempo firme e os baixos volumes de umidade no solo aceleraram significativamente o ritmo dos trabalhos no campo. Até o início desta semana, a colheita de milho para grão já havia atingido 67% da área cultivada, avanço considerável ante os 45% da semana anterior e bem acima da média histórica de cinco anos para o período, fixada em 20%.
Com o retorno recente das chuvas intensas e temporais na região sul do território francês, o ritmo de colheita pode ser desacelerado nos próximos dias. No cenário macroeconômico global e nas commodities brasileiras, a quebra de safra no ecossistema europeu recalibra as cotações internacionais do grão e reforça o papel do Brasil, grande exportador, na oferta global de milho para mercados compradores afetados pela escassez de suprimentos no hemisfério norte.
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