De acordo com os investigadores, o diacetil, presente na pipoca de micro-ondas, pode provocar danos cerebrais associados à doença de Alzheimer. É a conclusão de um estudo do Instituto de Química de São Carlos (IQSC) da Universidade de São Paulo (USP), citado pela prestigiada revista Galileu, feito com roedores.
No decorrer da pesquisa, os cientistas detectaram a presença de moléculas associadas àquela que é uma das formas mais comuns de demência nos roedores que consumiram o diacetil durante 90 dias seguidos. Tal sugere que a ingestão frequente da substância em concentrações elevadas pode prejudicar severamente a estrutura cerebral.
Para efeitos do estudo, refere a revista Galileu, os cérebros dos ratos foram avaliados com dois aparelhos, nomeadamente: um espectrômetro de massas, que cria uma 'impressão digital' ao gerar mapas de calor do órgão, destacando onde determinadas proteínas e o diacetil proliferam; e ainda um cromatógrafo, que mostra se essas proteínas sofreram alterações, incluindo a subida de concentração ou uma mudança estrutural.
Foram testados 12 ratos, sendo que metade tomou um placebo e o restante, o diacetil. O diacetil é usado como conservante e aromatizante em inúmeros produtos na indústria alimentar, podendo ser encontrado naturalmente no café, cerveja, em chocolates, no leite ou em iogurtes. Nas pipocas, o composto é usado como aditivo, em concentrações mais elevadas.
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