Alguns animais são capazes de regular a própria temperatura. Eles são chamados de endotérmicos e são formados, na sua maioria, por aves e mamíferos. Já os répteis e outras criaturas são ectotérmicos, dependendo da temperatura externa. No entanto, um lagarto chama a atenção por desafiar essa regra.
Os cientistas observaram que, durante o período reprodutivo, o músculo de machos e de fêmeas de teiú produzia muito mais mitocôndrias, organela que produz energia nas células. Além disso, uma proteína presente na mitocôndria chamada ANT, conhecida por um processo bioquímico que gera calor em aves, era mais presente e mais ativa no período reprodutivo.
Os pesquisadores explicam que é nessa época que as fêmeas do lagarto se preparam para a geração dos ovos e a construção de ninhos, enquanto os machos buscam território e aumentam as gônadas para se reproduzirem.
Outra proteína envolvida no processo de gerar calor, mas em mamíferos, a UCP, não se mostrou ativa durante os experimentos. Assim, o músculo coletado no período reprodutivo exibiu uma produção maior de calor do que no verão devido à atividade da ANT, não da UCP. Até esta descoberta, os únicos répteis conhecidos por serem capazes de aumentar a temperatura corporal por conta própria eram duas espécies de pítons, grandes serpentes asiáticas que podem alcançar 5 metros de comprimento. O comportamento ocorre sobretudo durante a fase de chocar os ovos.
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