A Spirit Airlines revelou que vai padronizar seus assentos para ficarem “fixos”, ou seja, sem possibilidade de inclinar, na classe econômica. Quem quiser reclinar vai ter que pagar uma taxa adicional. A ideia é evitar conflitos entre passageiros, minimizar desgaste nos mecanismos dos assentos e até aumentar receitas auxiliares. Mas claro: a reação foi imediata e negativa. Segundo a própria Spirit, a medida será aplicada primeiro em rotas domésticas e depois expandida para voos internacionais. A empresa argumenta que muitos passageiros utilizam reclinação sem considerar quem está atrás, o que causa desconforto. Assim, cobrar por esse recurso seria mais justo.
Muitos passageiros viram isso como absurdo. Nos fóruns de viagem, o argumento é que o reclínio é parte do pacote básico, como a poltrona, o espaço para as pernas, o encosto de braço. Transformar isso em “item extra” é ultrajante para quem já paga por um bilhete. Comparações com assentos premium, cinemas VIP e upgrades surgiram aos montes. “É pegar o passageiro pela carteira”, disse um usuário. E não foi só crítica popular: entidades de defesa do consumidor e órgãos regulatórios dos EUA já indicaram que vão observar se a prática ferirá direitos básicos do passageiro.
Nas redes sociais, a notícia viralizou. Passageiros reclamam que a medida é “coisa de empresa que esqueceu que voar já é desconforto”. Em fóruns de aviação, as comparações com cinema VIP e ingressos diferenciados aparecem com frequência. Especialistas em aviação apontam: pode ser estratégia para aumentar receita sem elevar tarifas básicas. Mas há risco de desgaste de imagem, ninguém gosta de “compras forçadas” a bordo.
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