“É um dos poucos casos em que os humanos podem reverter permanentemente alguns danos que causamos”, analisa a pesquisadora Melissa Houghton, após acompanhar um trabalho de dez anos para recuperar a Ilha Macquarie, território australiano que fica no meio do caminho entre a Austrália e a Antártida.
Enquanto o mundo olha principalmente para espécies ameaçadas de extinção, neste caso o equilíbrio da ilha foi ameaçado por excesso de animais, com muitas espécies invasoras introduzidas por humanos desde o século 19.
Ratos, gatos e coelhos se multiplicaram fora de controle, e o consumo desses animais abalou o ecossistema, dizimou plantas e populações de pássaros, mudando completamente a paisagem local, relata o jornal The Guardian.
Houghton chegou à ilha como adestradora de cães, e ela e seu labrador Wags foram responsáveis por localizar muitas das espécies invasoras. Só a população de coelhos atingiu um pico de 300 mil animais na ilha, e sem predadores, esses animais encontraram um verdadeiro banquete a céu aberto, se refestelando com os repolhos locais, uma espécie de planta que pode atingir o tamanho de uma pessoa.