O que é preciso para combater os incêndios florestais e o aumento da emissão de carbono? Existe o entendimento que diversas medidas estão sendo tomadas através de empresas, startups, Governos e pessoas interessadas no futuro do planeta, em conter toda a degradação do meio ambiente e evitar a poluição do ar. A única coisa que basta é alguém com força de vontade para estudar e trazer o tema dos incêndios florestais com seriedade.
É o que dizem especialistas ouvidos no Global Social Business Summit, evento internacional organizado pelo Yunus Centre e o Grameen Creative Lab, e liderado pelo Nobel da Paz, Muhammad Yunus, e que pela primeira vez teve um fórum exclusivo brasileiro coordenado pela Yunus Negócios Sociais, referência mundial no apoio e desenvolvimento de negócios com foco em impacto social e ambiental.
“Existem empreendedores sérios querendo ajudar nas questões ambientais, junto com Governantes que estão tentando acessar de maneira direta esses recursos para que tudo não fique preso apenas no Governo Federal”, afirma Rogério Cavalcante, CEO da umgrauemeio, uma das 5 startups brasileiras selecionadas para estar na COP26 em Glasgow, na Escócia. Ele entende também que não há uma metodologia de mensuração de emissões de CO2, mas que há apenas uma estimativa e mesmo com investimento de empreendimentos que possam ajudar o meio ambiente.
Existe uma maneira mais fácil de combater as emissões de carbono: contendo os incêndios já no começo, evitando que seja contido apenas horas após o seu início. “É necessário lutar para que não ocorra perda de áreas florestais para o fogo, afinal, o resultado acaba sendo impedir a emissão de CO2 em massa”, completou Cavalcante.
Segundo Clara de Queiroz, Analista de Políticas Públicas do Instituto Talanoa, existem diversas iniciativas dispostas a lutar contra as emissões de carbono, entre elas, a “A Onda Verde”, que tem como objetivo aumentar o fluxo de investimentos em bons negócios pelo clima. “O movimento tem mapeado negócios de impacto socioambiental em diversos setores chaves como agropecuário, mobilidade e energia para guiar empreendedores, investidores e o Governo na agenda ambiental Brasileira”, contou.
Outra ação discutida durante o Global Social Business Summit é a ‘Iniciativa Clima e Desenvolvimento’, realizada junto com o Instituto Clima e Sociedade, que tem como objetivo estabelecer processos para unir atores brasileiros desde comunidades indígenas, CEOs de empresas e Governadores para discutir caminhos de descarbonização para o Brasil nessa década até 2030, unindo mais de 300 lideranças e 150 especialistas em processos colaborativos com resultados publicados no site da iniciativa.
Outra frente citada durante o evento é o movimento “Governadores pelo Clima”, que se trata de uma coalizão de mais de 20 Governadores brasileiros para enfrentar a emergência climática. “Os Governos têm o papel de fiscalizar o desmatamento e avançar na restauração e nos emissores de carbono”, completou a analista do Instituto Talanoa.
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