Diferentemente de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) em que o uso de preservativos é uma importante medida para evitar a disseminação de doenças, a varíola dos macacos demanda maior cuidado.
Julio Croda, médico infectologista e presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, exemplifica uma situação em que as lesões do paciente estão na região da genitália, mas não necessariamente coberta pela camisinha. "Então pode acontecer a transmissão", afirma.
Dessa forma, uma das principais formas de evitar a transmissão é evitar relações sexuais, assim como qualquer outro contato próximo, no período em que a lesão está ativa. Segundo Croda, a infecção só deixa de ocorrer quando todas as feridas viram crostas.
Maciel também recomenda evitar contato com desconhecidos. "Com quanto mais pessoas você se relacionar sem saber se estão doentes, maior a chance de contrair a monkeypox", diz. A principal orientação continua sendo evitar contato próximo com pessoas que apresentam as lesões comuns da varíola dos macacos.
Atualmente, a transmissão da doença sem histórico sexual está acontecendo principalmente em contexto domiciliar em que um dos moradores foi infectado. Nesse caso, é recomendado que a pessoa se isole. Os objetos que ela utiliza não devem ser compartilhados e as roupas precisam ser lavadas. A higienização constante com álcool 70% também é necessária.
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