Muitas espécies têm uma estratégia para evitar o fogo propriamente dito, que vai desde simplesmente fugir até se esconder em tocas subterrâneas. Várias espécies prosperam sob as condições criadas após um incêndio florestal, e o pica-pau-de-dorso-preto é um exemplo. Mas os incêndios florestais estão se tornando mais comuns, mais intensos e de maiores proporções devido às mudanças climáticas.
Imagens impressionantes dos incêndios florestais na Califórnia encheram os noticiários na última semana. Ao lado de casas e pertences queimados, surgiram imagens de um filhote de cervo em busca de refúgio em meio à fumaça, enquanto uma foto da agência de notícias Reuters registrou uma tartaruga do deserto vagando pelas ruas entre os desalojados.
Mas, embora, assim como os seres humanos, a vida selvagem seja suscetível aos perigos imediatos do fogo, desde a inalação de fumaça até o estresse térmico, pesquisas mostram que, surpreendentemente, há poucas mortes de animais como resultado direto do fogo. Em vez disso, a vida selvagem tende a ser mais vulnerável logo após o incêndio, quando os abrigos e os alimentos são escassos.
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