Utilizando recursos de inteligência, a PF cruza informações sobre movimentações financeiras, registros migratórios e atualizações cadastrais, permitindo identificar padrões ou encontrar pistas que auxiliem na solução dos casos. A iniciativa da PF para centralizar e padronizar a investigação de desaparecimentos no Brasil e no exterior é o Projeto Lumini. Criado em 2023, ele busca agilizar a localização de pessoas desaparecidas ao integrar diferentes bases de dados e coordenar esforços entre órgãos de segurança.
Um dos eixos de atuação do projeto é a busca por pessoas desaparecidas vivas. Normalmente, os agentes são acionados para esses casos pelos estados quando a Polícia Civil não consegue solucioná-los. Para encontrar pessoas vivas com status de desaparecidas, a PF utiliza um conjunto de bancos de dados para reunir informações que podem indicar seu paradeiro. Dentre as principais táticas empregadas estão: Verificação de emissão de novos documentos, caso a pessoa tenha solicitado um novo CPF ou passaporte após o desaparecimento, essa informação pode ser um indicativo importante sobre sua localização; Consulta a registros migratórios, a PF pode identificar se a pessoa viajou para o exterior, se embarcou em algum voo ou se foi barrada na imigração ao tentar ingressar ilegalmente em outro país. Análise de movimentações financeiras, se o desaparecido recebeu auxílio emergencial, esse registro pode ser analisados para identificar sua possível localização. Esses são os principais meios para o processo de encontrar essas pessoas.
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