quinta, 23 de abril de 2026
12/03/2025   16:00h - Mundo

Comitê da Síria promete investigar massacres contra civis nas regiões de Lataquia e Tartus no sul do país

Um comitê independente foi criado na Síria para investigar os massacres ocorridos nos últimos dias nas províncias de Lataquia e Tartus, na costa sul do país. Segundo organizações de direitos humanos, cerca de mil pessoas foram mortas, a maioria pertencente à minoria alauíta, grupo religioso historicamente ligado à família do ex-presidente Bashar al-Assad. A suspeita é de que os ataques tenham motivação sectária e de vingança, promovidos por grupos sunitas que assumiram o poder após a queda do regime anterior.

 

O Comitê, formado por juízes, um militar e um advogado de direitos humanos, terá 30 dias para apurar os responsáveis e encaminhar os envolvidos à Justiça. O porta-voz do órgão, Yasser Al-Farhan, afirmou que a investigação será sigilosa e que a nova administração síria busca estabelecer um Estado de direito e evitar impunidade.

 

O presidente interino da Síria, Ahmad al-Sharaa, afirmou que não aceitará derramamento de sangue sem responsabilização, independentemente de quem esteja envolvido. A violência na região gerou repercussão internacional, levando EUA e Rússia a convocarem uma reunião do Conselho de Segurança da ONU para discutir a crise síria, que continua sendo alvo de bombardeios de Israel.

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