Tuesday, 09 de June de 2026
10/10/2023   08:00h - Política Regional

Comissão de Geodiversidade da Aleam busca implementar cadeia produtiva de babaçu

A Comissão de Geodiversidade, Recursos Hídricos, Minas, Gás, Energia e Saneamento da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) reuniu, nessa segunda-feira (9), no miniplenário Beth Azize, com entidades ligadas ao setor produtivo e ambiental, para levantar informações; debater e articular ações objetivando contribuir com a implementação do projeto de manejo sustentável e da cadeia agroextrativista do babaçu no Amazonas, especialmente nos municípios de Barreirinha (a 331  quilômetros de Manaus) e Boa Vista do Ramos (a 271), no Baixo Amazonas.

 

O deputado Sinésio Campos (PT), presidente da Comissão de Geodiversidade, falou sobre as ações da Comissão realizadas até o momento em prol da implantação da cadeia produtiva de babaçu, há pelo menos dois anos, tendo ele, apresentado o Projeto de Lei nº 655/2023, que institui a Política Estadual para o Manejo Sustentável e Plantio da Palmeira do Babaçu.

 

O representante da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Robson Oliveira, falou do que está sendo feito em relação à cadeia de babaçu. Ele citou ainda que, por meio, de um levantamento técnico foi detectada a presença do babaçu no Amazonas e existem exemplares na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Juma, em Novo Aripuanã (distante a 225 quilômetros de Manaus) e em outras RDS.

 

Representando a Agência de Desenvolvimento Sustentável (ADS), Jardel Luzeiro, sugeriu uma parceria com a Secretaria de Estado de Educação e Desporto (Seduc) para a inclusão do babaçu na merenda escolar da rede pública estadual. Na ocasião a coordenadora de cursos técnicos do eixo recursos naturais do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam), Raquel Aguiar, concordou e colocou o Cetam à disposição para capacitação dos copeiros no uso do babaçu na culinária.

 

Alternativas para o Babaçu – O uso do óleo do babaçu foi apontado pela representante da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Simone de Oliveira, como alternativa para além do ramo alimentício. Ela citou que em 2011, o pesquisador Luiz Antônio de Oliveira do INPA fez um levantamento na área de Barreirinha, onde havia três milhões de árvores da espécie e cada com 200 quilos de babaçu.

 

Encaminhamentos da reunião – O estudo da aquisição dos derivados do babaçu provenientes de Barreirinha e Boa Vista do Ramos; capacitação dos produtores dos municípios, além de uma visita técnica nos locais previstos para implantação do projeto de manejo sustentável.

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