A Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio) lançou ontem (8), a atualização da Estratégia e Plano de Ação Nacionais para a Biodiversidade (Epanb), um planejamento crucial para o período de 2025 a 2030. O documento estabelece 234 ações destinadas a orientar políticas públicas federais com o objetivo central de conter a crescente perda de biomas e espécies no país. A iniciativa foi classificada como o "plano da biodiversidade" do Brasil, espelhando a importância do Plano Clima para o tema ambiental.
Entre as metas mais ambiciosas da Epanb 2025/2030 estão a recuperação de, no mínimo, 30% das áreas degradadas nos biomas nacionais. O plano exige ainda a conservação e o manejo eficaz de pelo menos 30% dos biomas e zonas costeiras e marinhas, com um foco específico na Amazônia, onde a meta é proteger 80% do bioma.
O Brasil, que detém cerca de 10% a 15% da biodiversidade mundial, busca proteger suas mais de 47 mil espécies de plantas e 120 mil espécies de fauna. Pela primeira vez, o plano é vinculado à legislação nacional, tornando-se obrigatório para o governo, diferente da versão anterior de 2017 que era optativa. A Epanb atualizada cumpre as obrigações do país como signatário da Convenção sobre Diversidade Biológica, sendo orientada pelo Marco Global de Kunming-Montreal (GBF).
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