quinta, 23 de abril de 2026
02/08/2025   12:20h - Notícias Gerais

Com terapias modernas, câncer caminha para se tornar doença crônica controlável

No fim de 2022, Izabella Barroso, então com 32 anos, notou um sangramento esporádico nas fezes. O intestino sempre funcionou bem, ela dizia com orgulho. Ativa, saudável, sem vícios nem comorbidades, nunca imaginou que o incômodo discreto poderia ser sinal de câncer. Foi inicialmente diagnosticada com hemorroidas, mas, mesmo medicada, o problema não cessou. Procurou, então, uma segunda opinião, e foi submetida a uma retossigmoidoscopia, exame que analisa o cólon e o intestino grosso. Do médico, ouviu o diagnóstico de forma direta: “Você tem uma neoplasia maligna”.


O choque foi inevitável. Ela passou por duas cirurgias uma para retirada do tumor e outra, meses depois, para reverter a ostomia e religar o intestino. Não precisou de quimioterapia nem radioterapia. “Foi devastador, mas o diagnóstico precoce me salvou. Hoje, estou em remissão”, conta Izabella. Sua história representa um movimento silencioso e cada vez mais evidente: o câncer não escolhe idade, e a medicina está deixando de tratá-lo como uma sentença de morte.


Para especialistas ouvidos pelo g1, a doença caminha para um novo status: o de condição crônica e controlável, semelhante ao que se vive hoje com o HIV ou a diabetes. “O câncer será algo com que as pessoas vão conviver por anos. Não vamos erradicá-lo, mas vamos aprender a controlá-lo”, diz o oncologista Stephen Stefani, da Oncoclínicas e da Americas Health Foundation. A cronificação significa transformar uma doença aguda e potencialmente fatal em uma condição que pode ser acompanhada por longo prazo, com qualidade de vida. “Alguns tipos de câncer já são tratados assim. 

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