O reaparecimento do vírus Nipah na Ásia colocou a raposa-voadora (Pteropus), um morcego gigante com até dois metros de envergadura, sob vigilância sanitária global. Embora esses animais sejam fundamentais para o equilíbrio ecológico como dispersores de sementes, eles atuam como reservatórios naturais do vírus, que circula neles de forma assintomática. O alerta surge da alta letalidade do patógeno em humanos, transmitido indiretamente por fluidos como saliva e urina em áreas de crescente desmatamento e ocupação humana.
Especialistas reforçam que o problema não é o animal em si, mas a destruição de habitats que força os morcegos a buscarem alimento em zonas agrícolas e urbanas. A perseguição às colônias é desaconselhada, pois o stress pode aumentar a dispersão viral. Organizações internacionais, como a OMS, classificam o risco de uma pandemia global como baixo no momento, dado que o vírus não possui alta capacidade de transmissão sustentada entre humanos e os surtos atuais estão localizados e controlados na Ásia.
No Brasil, o cenário é de vigilância preventiva, embora não existam registros do vírus ou de espécies do gênero Pteropus no território nacional. Infectologistas explicam que o monitoramento serve para fortalecer os protocolos laboratoriais e a prontidão contra doenças emergentes. A ciência destaca que a melhor forma de prevenção é a conservação ambiental e a redução de contactos artificiais entre a fauna silvestre, animais domésticos e seres humanos.
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