O Ibovespa iniciou o ano de 2026 em clima de acomodação, registando uma queda de 0,36% e fechando aos 160.539 pontos. O movimento foi influenciado principalmente pelo setor de frigoríficos, que sofreu forte pressão após a China anunciar a imposição de novas cotas para a importação de carne bovina. Apesar do recuo, o índice conseguiu manter-se acima do importante suporte dos 160 mil pontos, vindo de um ciclo de valorização recorde no ano anterior.
Além das perdas no setor de proteínas, a primeira sessão do ano foi marcada pelo desempenho negativo de gigantes como a Petrobras e grandes instituições bancárias. O mercado financeiro reagiu com cautela às incertezas sobre a procura global, refletindo também a volatilidade nas bolsas de Wall Street. Contudo, ações ligadas ao consumo interno e ao agronegócio, como Pão de Açúcar e SLC Agrícola, conseguiram registar ganhos expressivos, equilibrando parcialmente o resultado da jornada.
No mercado cambial, o cenário foi de alívio, com o dólar a recuar mais de 1% e a ser cotado a R$ 5,42. Analistas apontam que a queda da moeda americana e a manutenção da bolsa em patamares elevados sugerem um otimismo cauteloso para o primeiro trimestre. O foco dos investidores agora volta-se para as próximas decisões de política monetária e para os desdobramentos das relações comerciais com a China, fatores que devem ditar o ritmo da economia brasileira nas próximas semanas.
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