Sunday, 07 de June de 2026
25/05/2026   11:20h - Economia

Com precatórios, previsão de déficit primário sobe para R$ 60,3 bi no país

O aumento nos gastos obrigatórios elevou a estimativa de déficit primário total do governo para R$ 60,3 bilhões em 2026. Os dados constam no Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas enviado ao Congresso Nacional. Apesar do saldo negativo geral — que considera precatórios e despesas fora do arcabouço fiscal —, as contas registraram uma previsão de superávit de R$ 4,1 bilhões quando excluídas essas exceções, o que evitou o contingenciamento de verbas nos ministérios.

 

Do lado das despesas, a equipe econômica prevê uma alta de R$ 4,6 bilhões no total. A principal pressão veio do crescimento de R$ 30,1 bilhões em gastos obrigatórios, impulsionados sobretudo pelo Benefício de Prestação Continuada (BPC), com alta de R$ 14,1 bilhões, e pelos benefícios previdenciários, que subiram R$ 11,5 bilhões. Para equilibrar as contas dentro dos limites do arcabouço fiscal, o governo efetuou um bloqueio de R$ 22,1 bilhões em gastos discricionários (não obrigatórios).

 

Nas receitas, a estimativa líquida subiu R$ 4,4 bilhões em relação ao Orçamento aprovado. A arrecadação de tributos federais avançou com destaque para o Imposto de Renda, que cresceu R$ 10,3 bilhões sob influência do lucro de petroleiras, além de altas na Cofins e na CSLL. Já as receitas não administradas caíram R$ 2,1 bilhões, puxadas pela redução temporária nos royalties do petróleo, cujas projeções ainda não incorporaram a recente escalada de preços gerada pela guerra no Oriente Médio.

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