quinta, 23 de abril de 2026
26/03/2026   13:20h - Economia

Com precatórios, previsão de déficit primário sobe para R$ 59,8 bi

O governo federal elevou a estimativa de déficit primário total para 2026, que saltou de R$ 29,5 bilhões para R$ 59,8 bilhões. O ajuste, detalhado no Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, reflete o aumento de gastos obrigatórios com previdência e benefícios assistenciais (BPC). Apesar do número negativo, a equipe econômica projeta um superávit de R$ 3,5 bilhões ao excluir os precatórios e gastos fora do arcabouço fiscal, conforme o acordo firmado com o STF.

 

Do lado das receitas, houve uma queda líquida de R$ 13,7 bilhões, impactada pela redução na arrecadação do Imposto de Importação e da Cofins. O cenário só não foi mais grave devido à alta de R$ 16,7 bilhões nos royalties de petróleo, impulsionada pela valorização da commodity após o início da guerra no Oriente Médio. Já as despesas subiram R$ 23,3 bilhões, pressionadas principalmente por créditos extraordinários e pelo crescimento vegetativo da folha de pagamentos.

 

Como a meta ajustada ainda indica um saldo positivo de R$ 3,5 bilhões, o governo descartou o contingenciamento de verbas, mantendo apenas um bloqueio técnico de R$ 1,6 bilhão para respeitar o teto de gastos. A medida visa garantir que as despesas não obrigatórias fiquem dentro dos limites do arcabouço fiscal. O detalhamento de quais pastas serão atingidas por essa contenção deve ser divulgado até o fim deste mês por decreto presidencial.

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