Alpinistas que chegam ao topo do Monte Everest talvez não saibam, mas a neve esconde uma extensão de pedras cinzentas manchadas, que um dia esteve no fundo do mar.
As rochas foram levadas a esse local surpreendente, que fica a mais de nove mil metros acima do nível do mar, devido ao movimento lento das placas tectônicas, placas de rocha sólida que formam a crosta externa e fragmentada do nosso planeta. Essas placas disputam lugar entre si, dando forma ao relevo visível na superfície. Em alguns lugares, as placas se separam, criando vales. Em outros, elas se chocaram, dando origem a montanhas.
Erguendo-se na fronteira entre o Tibete e o Nepal, o Monte Everest foi formado devido a uma colisão tectônica entre a placa indiana e a placa da Eurásia há dezenas de milhões de anos. O choque transformou a paisagem, fazendo emergir montanhas ao longo de 2,4 mil quilômetros, uma cordilheira que conhecemos como Himalaia. Ainda que as etapas precisas dessa colisão continental continuem sendo misteriosas, ela segue acontecendo atualmente, o que se deve, em parte, às alterações de altitude constantes do Everest.
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