Com a retração nas exportações para os Estados Unidos após a imposição de tarifas adicionais, o México desponta como um novo e promissor mercado para a carne bovina brasileira. De janeiro a junho de 2025, o país latino-americano aumentou em 420% suas compras do produto, passando de 3,1 mil para 16,1 mil toneladas. Já em valores, as exportações brasileiras para o México saltaram de US$ 15,5 milhões em janeiro para US$ 89,3 milhões em junho.
Enquanto isso, os produtores brasileiros enfrentam dificuldades para manter os embarques rumo aos Estados Unidos. Desde que o presidente Donald Trump impôs uma tarifa extra de 50% sobre a carne bovina uma das poucas mercadorias excluídas da lista de isenções, cerca de 30 mil toneladas ficaram retidas, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). O impacto foi imediato: em abril, as vendas aos EUA chegaram ao pico de 44,1 mil toneladas, mas despencaram para apenas 13,4 mil em junho, uma queda de 67%.
Apesar do revés no mercado norte-americano, o setor não parou de crescer. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Brasil exportou 241 mil toneladas de carne bovina em junho, gerando US$ 1,3 bilhão em receita. A China segue como o principal destino, com 134,4 mil toneladas compradas no mês. O aumento nas exportações para o México e a manutenção da demanda chinesa mostram que, mesmo diante de barreiras comerciais, a carne brasileira continua em alta no mercado global.
Copyright © 2021-2026. Onjornal - Todos os direitos reservados.