O governo federal revisou para baixo a previsão para o resultado das contas públicas neste ano diante do ritmo mais fraco da atividade econômica e da manutenção de subsídios aos combustíveis. Com a deterioração do cenário fiscal, a equipe econômica anunciou um novo contingenciamento de despesas para tentar assegurar o cumprimento da meta pelo limite mínimo estabelecido.
A estimativa é de que o resultado primário termine o ano ligeiramente acima do piso da meta. Entre os fatores que pressionam as contas estão a desaceleração da economia e a continuidade das medidas de apoio aos combustíveis, adotadas em razão dos efeitos do conflito no Oriente Médio sobre os preços internacionais.
Para evitar que as despesas ultrapassem o espaço disponível no Orçamento, o governo decidiu congelar parte dos recursos previstos para este ano. O contingenciamento funciona como uma medida de controle para adequar a execução das despesas à arrecadação e às projeções atualizadas para o resultado fiscal.
A revisão ocorre em um momento de maior atenção sobre as contas públicas. Com menor crescimento econômico, a arrecadação tende a perder força, enquanto despesas extraordinárias podem ampliar a pressão sobre o resultado. A equipe econômica, por isso, busca manter as contas dentro dos parâmetros definidos para a meta fiscal, mesmo diante de um cenário mais adverso.
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