quinta, 23 de abril de 2026
24/01/2026   14:00h - Mundo

Colômbia passa à ofensiva na guerra comercial iniciada pelo Equador

A relação entre Colômbia e Equador se deteriorou rapidamente após a decisão do presidente equatoriano, Daniel Noboa, de impor uma tarifa de 30% sobre as importações colombianas. Noboa acusa o governo de Gustavo Petro de falta de cooperação no combate ao narcotráfico e ao crime organizado, em meio a uma grave crise de segurança enfrentada pelo Equador. Embora Petro tenha evitado confrontos públicos, a Colômbia respondeu por vias diplomáticas e anunciou medidas urgentes para defender seus interesses.

 

Como retaliação, a Colômbia suspendeu o fornecimento de energia elétrica ao Equador, uma decisão sensível devido à crise energética equatoriana e à dependência parcial do país da energia colombiana. Além disso, o Ministério do Comércio colombiano anunciou a imposição de uma tarifa espelho de 30% sobre produtos equatorianos, enquanto o Equador reagiu com a cobrança de uma taxa adicional pelo transporte de petróleo colombiano pelo Oleoduto de Petróleo Pesado. Essas decisões intensificaram a chamada “guerra comercial” entre os dois países.

 

O conflito gera preocupação entre os setores empresariais e as cidades de fronteira, que alertam para o aumento do custo de vida e o risco de contrabando. No campo político, as críticas se distribuem entre os dois governos, sem consenso interno nem na Colômbia nem no Equador.

 

Enquanto isso, a Colômbia defende seus esforços no combate ao narcotráfico com dados sobre apreensões e operações conjuntas, e cresce o apelo por cautela e diálogo para evitar impactos econômicos e sociais ainda maiores.

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