A China mantém uma longa tradição no uso medicinal de plantas silvestres, incluindo diversas espécies de orquídeas, especialmente do gênero Dendrobium. Essas plantas são consumidas em chás e sopas e são utilizadas para tratar condições como hipertensão, derrame e para fortalecer o sistema imunológico. No entanto, a demanda crescente por essas espécies tem pressionado as populações naturais.
Nas últimas décadas, o fornecimento de Dendrobium silvestre diminuiu drasticamente, sobretudo nas regiões de calcário de Guizhou e Guangxi, onde essas orquídeas cresciam naturalmente. A combinação de coleta excessiva e perda de habitat levou ao declínio acentuado de várias espécies. Apesar disso, a Lista Vermelha de Biodiversidade da China, lançada em 2017, listou 68 espécies ameaçadas, mas não reconheceu a coleta predatória como um fator de ameaça, apesar das evidências apresentadas por pesquisadores.
Segundo ecologistas que estudam a região, esse subdimensionamento da ameaça compromete ações mais eficazes de conservação, embora o governo tenha começado a adotar medidas mais rigorosas recentemente.
O caso das orquídeas Dendrobium revela os desafios que a China enfrenta ao tentar equilibrar a exploração tradicional com a preservação de espécies nativas, oferecendo pistas importantes sobre o futuro da conservação no país.
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