O Ministério da Justiça e Segurança Pública iniciou a quarta Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas. A campanha reúne institutos de perícia federais e estaduais com o objetivo de ampliar a identificação de pessoas desaparecidas por meio da comparação de material genético.
A mobilização segue até sexta-feira (28), com 342 postos de coleta distribuídos por todos os estados e pelo Distrito Federal. Familiares também podem realizar a doação em outros laboratórios e institutos de perícia habilitados, independentemente de quanto tempo tenha passado desde o desaparecimento. Quem já forneceu material genético anteriormente não precisa repetir o procedimento.
O Ministério recomenda que a coleta seja feita, preferencialmente, por parentes de primeiro grau, seguindo a ordem de pai ou mãe biológicos; filhos biológicos e o outro genitor; e irmãos biológicos. Crianças também podem participar, desde que estejam acompanhadas por um responsável legal.
O procedimento é simples e pode ser realizado por meio de um cotonete passado no interior da boca ou pela coleta de uma pequena gota de sangue. Para participar, é necessário apresentar documento de identificação e, se possível, uma cópia do Boletim de Ocorrência ou informações sobre o registro do desaparecimento.
O material coletado é destinado exclusivamente à identificação de pessoas desaparecidas. O DNA dos familiares é comparado com amostras de pessoas não identificadas, vivas ou mortas, armazenadas nos bancos de DNA. Quando há confirmação de parentesco, os peritos produzem um laudo oficial e o encaminham à delegacia responsável pelo caso, que fica encarregada de comunicar a família.
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