O colesterol alto é uma substância essencial para a formação celular e de hormônios, mas evolui de forma silenciosa e afeta cerca de um em cada três brasileiros com níveis elevados, segundo a Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose. Sem apresentar sintomas prévios como dores ou mal-estar, o excesso de colesterol LDL (“ruim”) favorece o acúmulo de gordura nas artérias e costuma ser descoberto apenas em exames de rotina ou após eventos graves, como infarto e AVC.
De acordo com a médica e professora de Cardiologia da Afya Educação Médica Brasília, Dra. Rosangeles Konrad, hábitos de vida como o sedentarismo, tabagismo e a alimentação rica em gorduras saturadas aceleram o problema, embora a genética também exerça papel relevante. Para o controle, ela destaca a importância do diagnóstico precoce e lembra que o tratamento evoluiu com o uso combinado de estatinas, ezetimiba, ácido bempedoico e inibidores de PCSK9 para perfis de maior risco.
A prevenção e a manutenção de níveis saudáveis dependem do acompanhamento médico frequente e de mudanças no estilo de vida. A cardiologista recomenda a prática diária de ao menos 150 minutos de atividades físicas semanais, o combate ao excesso de peso e uma dieta rica em fibras e gorduras boas, além de evitar o fumo, controlar glicemia e pressão arterial e manter a medicação contínua quando prescrita.
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