A Cedae informou, na noite dessa última sexta-feira (5), que contornou o problema do produto tóxico e voltou a captar água do sistema Imuna-Laranjal. Entretanto, o problema estrutural da bacia ainda continuou, e, no que depender de avaliações dos órgãos ambientais federais, seus efeitos podem estar apenas no começo.
O analista do ICMBio Mauricio Muniz, uma das autoridades que participaram das investigações sobre as causas da contaminação, navegou e sobrevoou a região e disponibilizou algumas imagens sobre a degradação da bacia hidrográfica do Rio Guapi-Macacu. “O que podemos notar nesses intensos dias de trabalho de campo, que somaram horas de sobrevoo de drone e outras de navegação pelos rios da região, é um cenário de intensa degradação e colapso ambiental da sub-bacia hidrográfica do Rio Guapi-Macacu”, afirma Mauricio.
De acordo com especialistas, a bacia abastece mais de 2 milhões de pessoas no estado do Rio, inclusive Niterói. A Cedae interrompeu a captação ao detectar o produto venenoso que poderia ser associado também a pesticidas.
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