quinta, 23 de abril de 2026
11/12/2025   13:40h - Economia

CNI projeta crescimento menor em 2026 e aponta juros altos como principal freio da economia

 

A economia brasileira deve desacelerar em 2026, crescendo 1,8% após a expansão de 2,5% prevista para 2025, segundo o Relatório Economia Brasileira 2025-2026 divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A entidade atribui o ritmo mais fraco ao elevado patamar da taxa Selic, que deve encerrar 2026 em 12% ao ano, e ao enfraquecimento do mercado de trabalho. Apesar de a inflação projetada para o próximo ano [4,1%] permanecer dentro da meta, os juros reais continuam acima do nível considerado neutro, restringindo investimentos e a atividade econômica.

 

O relatório mostra que os efeitos dos juros altos serão sentidos principalmente na indústria de transformação, prevista para crescer apenas 0,5% em 2026, o pior desempenho entre os segmentos industriais. O setor de serviços deve liderar a expansão, com alta de 1,9%, enquanto a construção surge como exceção, impulsionada pelo novo modelo de crédito imobiliário, pelo aumento do teto do SFH e pela ampliação do Minha Casa, Minha Vida. A indústria extrativa deve avançar 1,6%, mas em ritmo bem menor do que em 2025, enquanto a agropecuária deve registrar estagnação diante de uma safra menos robusta.

 

No comércio exterior, a CNI estima que as exportações crescerão 1,6% em 2026, pressionadas por tarifas impostas pelos Estados Unidos, menor demanda global por petróleo e desaceleração na Argentina. Em 2025, as vendas externas devem chegar a US$ 350 bilhões, enquanto as importações devem avançar 7,1%, resultando em um superávit de US$ 56,7 bilhões queda de 14% na comparação anual.

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