Um grupo de cirurgiões de uma clínica na região de Belgorod, Rússia, removeu, através de uma operação única, uma granada de dentro de um soldado russo que tinha se tornado uma bomba relógio depois de ter sido atingido por explosivo ucraniano no peito e ter ficado alojado. A munição foi detectada em um exame de Raio-X e, durante a retirada, os médicos correram risco de vida devido à possibilidade "extremamente elevada" de uma explosão, referiu o Ministério da Defesa da Rússia, citado pela TASS, que noticiou o caso esta quinta-feira.
A posição de Pasenko dificultou o processo, que, sem ser concluído, deixaria o soldado em risco de hemorragia fatal visto que "as munições se encontravam entre a aorta e a veia cava inferior", explicaram os profissionais. Após acordo entre ambas as partes, os médicos decidiram que iriam vestir coletes de proteção e avançaram para a operação.
Segundo o Ministério da Defesa da Rússia, Nikolay Pasenko é um soldado milagre, uma vez que a granada disparada pelos ucranianos estilhaçou-lhe as costelas e danificou um pulmão antes de ficar alojado perto da sua coluna vertebral. A intervenção foi saudada como um sucesso e o soldado agradeceu aos cirurgiões "heróis" depois de acordar.
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