Monday, 08 de June de 2026
07/07/2022   09:14h - Ciência & Tecnologia

Cigarros eletrônicos aumentam risco de infarto em 42%, diz especialista

Stella Martins, especialista da Universidade de São Paulo diz, em entrevista ao Jornal da USP, que usuários de cigarro eletrônico tem 42% mais de chances de sofrerem um infarto do que não-fumantes.

 

Dispositivos como esses contêm quantidades maiores de nicotina que cigarros comuns. Além disso, possuem o sal dessa substância, que pode ser ainda mais potente e danoso para a saúde.

 

A especialista em dependência química de Pneumologia no Hospital das Clínicas da USP afirma que, no Brasil, o cigarro de tabaco tradicional tem limite de até 1 mg de nicotina por unidade. Já no eletrônico, esses valores chegam a 57 miligramas.

 

“É uma quantidade absurda de nicotina que está sendo entregue aos jovens, que, muitas vezes, nem fumavam”, declara. Os aparelhos eletrônicos, pequenos e recarregáveis, parecem inofensivos, segundo a especialista, mas são perigosos.

 

Ela aponta que, apesar do sucesso das campanhas de controle do tabagismo no país, a população não sabe os danos do cigarro eletrônico para os pulmões. Parte do problema são os aromas e sabores agradáveis que podem ser usados no aparelho.

 

O desconhecimento também complicou o tratamento da dependência. Martins diz que hoje, a frase "parar de fumar" pode ser entendida em alguns contextos como apenas a mudança do cigarro tradicional para o eletrônico.

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