O americano Karl Deisseroth e os alemães Peter Hegemann e Georg Nagel receberam o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina de 2026 pelo desenvolvimento da optogenética, técnica que utiliza a luz para controlar células nervosas individuais no cérebro. A descoberta foi reconhecida pela Assembleia Nobel do Instituto Karolinska, na Suécia, por avanços relacionados aos canais iônicos fotossensíveis e à aplicação da optogenética.
A técnica permite ativar ou desligar a atividade de células nervosas específicas em um cérebro vivo. Os estudos começaram a partir de pesquisas com algas e avançaram até a aplicação em células humanas e em modelos animais. Em 2003, Hegemann e Nagel demonstraram que uma proteína sensível à luz poderia ser introduzida em células humanas para produzir impulsos elétricos. Deisseroth, por sua vez, aplicou a técnica em células nervosas de ratos em 2005, e o termo optogenética passou a ser utilizado no ano seguinte.
A tecnologia vem sendo utilizada para estudar doenças e funções do cérebro, incluindo esquizofrenia, Alzheimer, Parkinson, epilepsia e dependência química. Os pesquisadores também investigam aplicações para restaurar a visão em pessoas com retinose pigmentar e aprimorar implantes cocleares. O trio dividirá um prêmio de 12 milhões de coroas suecas, equivalente a cerca de US$ 1,2 milhão.
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