Uma equipe global liderada pela CSIRO, a agência científica nacional da Austrália, criou o maior e mais detalhado mapa de campos magnéticos do Universo já registrado. O projeto, batizado de SPICE_RACS e publicado pela Sociedade Astronômica da Austrália, foi desenvolvido a partir da análise das distorções na luz emitida por quase 4 milhões de galáxias distantes enquanto viajavam pelo espaço profundo.
O mapeamento utilizou o Australian Square Kilometre Array Pathfinder, o arranjo de radiotelescópios mais potente do país. O novo banco de dados é cinco vezes maior do que todas as iniciativas anteriores combinadas e corrige uma lacuna histórica na física espacial ao cobrir, com precisão inédita, o céu do hemisfério sul, uma região que carecia de dados detalhados há mais de 20 anos.
A relevância do estudo está em ajudar a comunidade científica internacional a entender como os campos magnéticos surgiram após o Big Bang e como eles atuam junto com a gravidade para moldar o cosmos. Os dados foram disponibilizados em um repositório público aberto, permitindo que astrônomos do mundo inteiro utilizem as informações para investigar berçários de estrelas e a evolução das galáxias.
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