A edição de sábado (6) do jornal The Washington Post trouxe uma matéria que, através da história, tem sido o sonho da humanidade: a eterna fonte da juventude. Só que aqui não se trata de algum conquistador espanhol buscando uma fonte real nas selvas da Flórida, mas um grupo de cientistas que, desde 2014, têm conduzido experimentos destinados a estender a vida útil dos seres humanos.
O encontro, acontecido em 2014, foi entre gerocientistas, nome dados aos pesquisadores que investigam a confluência entre envelhecimento, biologia e doença. O objetivo foi materializar uma ideia provocante: o estudo em seres humanos de uma droga potencialmente capaz de retardar o envelhecimento.
Segundo esses cientistas, a droga em questão — a metformina — pode auxiliar na prevenção ou desaceleração de três principais doenças relacionadas ao processo de envelhecimento: demência, cardiopatias e câncer. Se a metformina se provar eficaz no combate a essas três enfermidades, pode também estender a nossa vida útil.
"Não se trata da fonte da juventude”, alerta Nir Barzilai, diretor do Instituto de Pesquisa do Envelhecimento da Faculdade de Medicina Albert Einstein, em declaração ao The Washington Post. Segundo o médico israelense, não se trata aqui de pegar uma pessoa velha e torná-la jovem, mas sim de retardar o processo de envelhecimento.
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