quinta, 23 de abril de 2026
04/09/2025   15:45h - Ciência & Tecnologia

Cientistas descobrem proteína que pode reverter envelhecimento cerebral

Um grupo de cientistas da Universidade da Califórnia em São Francisco (UCSF), identificou uma proteína que pode desempenhar papel fundamental no envelhecimento cerebral. A descoberta abre caminho para novas pesquisas sobre a prevenção de doenças neurodegenerativas.

 

A proteína em questão é a ferritin light chain 1 (FTL1), associada ao armazenamento de ferro no organismo. Até agora, não havia registros de sua ligação direta com o envelhecimento do cérebro. Segundo os pesquisadores, a manipulação dessa prote ína em camundongos resultou em efeitos que vão desde a aceleração do declínio cognitivo até a recuperação de funções em animais mais velhos.

 

 

Os cientistas concentraram a investigação no hipocampo, região do cérebro responsável por memória e aprendizado, que é uma das mais afetadas pelo envelhecimento. Na comparação entre animais jovens e idosos, foi observado que camundongos mais velhos apresentavam maior concentração de FTL1.

 

 

Para comprovar a hipótese, os pesquisadores recorreram à edição genética. Eles aumentaram os níveis da proteína em camundongos jovens e reduziram em animais mais velhos. Os resultados mostraram que os primeiros passaram a ter problemas de memória e aprendizado, enquanto os segundos apresentaram melhora no desempenho cognitivo, com sinais de reversão parcial do envelhecimento cerebral.

 

 

Segundo os cientistas, o excesso da proteína pode afetar as mitocôndrias, responsáveis por fornecer energia às células. Essas estruturas já são conhecidas por estarem diretamente ligadas ao processo de envelhecimento, funcionando como “lâmpadas” que se apagam com o tempo.

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