Eles cabem em uma gota d’água, mas suportam condições que exterminariam qualquer outro ser vivo. Os tardígrados também chamados de “ursos d’água” são criaturas microscópicas que vivem há mais de 500 milhões de anos e desafiam as leis da biologia com sua capacidade de sobreviver ao vácuo do espaço, radiação, calor extremo, frio congelante e desidratação total. Agora, pesquisadores acreditam ter desvendado o segredo por trás dessa resistência quase sobrenatural.
Um estudo publicado na revista PLOS ONE revelou que a chave para a sobrevivência extrema desses seres está em um aminoácido chamado cisteína. Quando o ambiente se torna hostil, a cisteína reage a moléculas de estresse, como os radicais livres, e aciona um "modo de hibernação" celular. Isso coloca o organismo em um estado de animação suspensa, desligando quase todas as funções biológicas até que o ambiente volte a ser seguro.
A descoberta, feita pelos cientistas Derrick Kolling e Leslie Hicks, vai além da curiosidade científica. Compreender esse “sensor de perigo” biológico pode abrir caminhos para avanços em áreas como criopreservação, envelhecimento e até proteção do corpo humano durante longas viagens espaciais. Afinal, entender como os tardígrados sobreviveram a todas as extinções em massa pode ser a chave para resistirmos a desafios extremos no futuro.
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