Dois estudos revolucionários publicados na Nature estão mudando o que se pensava possível na ciência dos fósseis. Pesquisadores conseguiram extrair e sequenciar proteínas de dentes de animais extintos com até 24 milhões de anos um deles, um ancestral do rinoceronte moderno encontrado em regiões geladas do Ártico canadense. A técnica, chamada paleoproteômica, permite investigar fósseis muito mais antigos do que o DNA consegue preservar, ampliando o alcance das investigações evolutivas.
Além do trabalho no Canadá, um segundo estudo revelou fragmentos de proteínas em fósseis de até 18 milhões de anos no calor escaldante da Bacia de Turkana, no Quênia algo até então considerado improvável. A descoberta gerou entusiasmo, mas também ceticismo entre especialistas, que pedem mais replicações para confirmar a validade dos resultados. Ainda assim, a comunidade científica reconhece o potencial da paleoproteômica para recontar a história da vida na Terra, incluindo a possível análise de fósseis de dinossauros no futuro.
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