Pesquisadores da Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL), na Suíça, desenvolveram um novo tipo de plástico que, quando descartado, se degrada em cristais de açúcar, praticamente anulando a sua agressividade ao meio ambiente.
Plásticos em geral são uma excelente forma de armazenar variados tipos de conteúdo, mas eles também são péssimos para o meio ambiente devido ao seu altíssimo tempo de degradação natural – a decomposição de um plástico comum leva, em média, 450 anos. Considerando que o material foi inventado em 1907, na prática, isso significa que o primeiro contêiner plástico da história poderia muito bem existir em algum lugar.
O novo plástico, no entanto, é feito a partir de resíduos vegetais – lignina, o polímero que compõe as partes mais duras das plantas, para ser exato – e é tão resistente quanto o material que você vê em garrafas PET. A natureza vegetal dele traz o benefício de torná-lo altamente reciclável por meio de processos químicos, ou então sua degradação natural resultar em resíduos que não agridem a natureza.
“Ao usarmos um diferente [tipo de] aldeído – ácido glioxílico ao invés de formaldeído –, nós pudemos simplesmente ‘cortar’ os grupos mais ‘pegajosos’ de ambos os lados das moléculas de açúcar, o que faz com que elas atuem como tijolos de plástico”, disse Lorenz Manker, autor primário do estudo.
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