O destino final da Terra parece inevitável: em cinco a seis bilhões de anos, o Sol se expandirá até virar uma estrela gigante vermelha e engolirá os planetas mais próximos, possivelmente incluindo a Terra. Esse fenômeno, observado recentemente por cientistas de Harvard e da UC Berkeley em uma estrela a 12 mil anos-luz, é uma prévia do que aguarda nosso sistema solar. Mas segundo especialistas, o fim da civilização pode chegar muito antes e será provocado por nós mesmos.
Para o professor Hugh Montgomery, da University College London, o colapso climático global é um risco real e iminente. Em conferência no Rio de Janeiro, ele afirmou que o aquecimento global pode desencadear eventos catastróficos já nas próximas décadas: derretimento das calotas polares, colapso de sistemas oceânicos e elevação do nível do mar em vários metros. Com a Terra já 1,5°C mais quente em 2024 e projeções apontando para até 2,7°C até o fim do século, o cenário é alarmante.
Enquanto o colapso solar é uma questão astronômica distante, o colapso climático é uma emergência presente. Para Montgomery, a humanidade precisa agir com urgência. “Estamos tratando os sintomas, não a causa. Sem uma transformação radical redução drástica nas emissões e restauração dos ecossistemas o fim pode chegar muito antes da morte do Sol”, alertou.
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