Uma revisão científica publicada na revista Science analisou por que mulheres apresentam maior frequência de dor crônica em diferentes doenças, como fibromialgia, endometriose, enxaqueca e síndrome do intestino irritável. As pesquisadoras apontam que a diferença não está relacionada simplesmente à tolerância à dor, mas a uma combinação de mecanismos biológicos que envolvem hormônios, sistema imunológico, cérebro e microbiota intestinal.
O estudo foi conduzido por pesquisadoras da Universidade da Califórnia em San Francisco e mostra que o organismo feminino pode processar os estímulos dolorosos de maneira diferente. As mudanças hormonais ao longo da vida, especialmente relacionadas ao estrogênio e à progesterona, podem influenciar o sistema nervoso, as respostas imunológicas e até o funcionamento do intestino.
Outro mecanismo estudado é a chamada sensibilização central, quando o sistema nervoso passa a responder de maneira mais intensa aos estímulos. Nesse processo, uma sensação que anteriormente seria apenas desconfortável pode ser interpretada como uma dor mais forte. A interação entre neurônios e células do sistema imunológico também pode contribuir para a manutenção da dor mesmo depois que a causa inicial desaparece.
A microbiota intestinal é outro elemento considerado importante pelos cientistas. Os microrganismos presentes no intestino participam de processos ligados à imunidade e podem ser influenciados pelos hormônios. Para as pesquisadoras, compreender como fatores hormonais, imunológicos, neurológicos e genéticos.
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