O acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, aprovado pelos países europeus na última sexta-feira (9) promete reduzir significativamente os preços de produtos importados de alta qualidade consumidos no Brasil. O tratado estabelece um cronograma de cortes graduais em alíquotas de importação para itens emblemáticos como chocolates, queijos, azeites e molhos de tomate. Embora a isenção total para muitos desses produtos esteja prevista para ocorrer entre o 10º e o 15º ano de vigência, os consumidores brasileiros já devem sentir alívio nos preços a partir do primeiro ano de implementação.
No setor de laticínios e doces, os chocolates europeus, atualmente taxados em 20%, e queijos selecionados, hoje com imposto de 16%, terão tributação zerada após uma década de validade do acordo. No caso dos queijos, haverá uma cota anual de 30 mil toneladas para todo o bloco do Mercosul, acima da qual a cobrança será retomada; exceção feita à mozarela, que manterá a taxa de 28%. Já os molhos de tomate, especialmente os de origem italiana, verão a atual alíquota de 18% desaparecer gradualmente no mesmo período de dez anos.
O impacto mais aguardado recai sobre o mercado de azeites, produto cuja demanda brasileira é suprida quase integralmente por importações, lideradas por Portugal. Com uma taxação atual de 10%, os azeites europeus terão as alíquotas zeradas no 15º ano do tratado, mas o barateamento progressivo deve começar imediatamente após a ratificação final. O acordo ainda depende da aprovação do Parlamento Europeu para entrar em vigor e consolidar essa nova dinâmica comercial entre os blocos.
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