A China deu mais um passo audacioso em sua transição energética ao inaugurar uma gigantesca usina solar na região montanhosa de Lishui, na província de Zhejiang. O projeto, que cobre uma encosta anteriormente não utilizada, integra cerca de 95 mil painéis solares de perovskita, totalizando uma capacidade instalada de 8,6 megawatts.
Essa tecnologia emergente é conhecida por sua eficiência superior em condições de baixa luminosidade e altas temperaturas, características comuns no sul do país. O diferencial da usina está na combinação entre geração de energia e agricultura. Os painéis foram instalados a dois metros do solo, permitindo o cultivo de plantas sob sua estrutura. Além disso, a inclinação de 22 graus dos módulos aproveita a topografia natural da montanha, maximizando a captação solar sem exigir grandes alterações no terreno, o que reduz impactos ambientais e o custo de instalação. Esse projeto reflete a estratégia da China de expandir sua capacidade de energia renovável utilizando áreas antes consideradas impróprias para uso agrícola ou urbano. Com iniciativas como essa, o país reforça sua liderança global em energia limpa, que já representa mais da metade da capacidade solar instalada no mundo. A meta é reduzir significativamente a dependência do carvão e alcançar a neutralidade de carbono até 2060.
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