Recentemente, em Guangxi Zhuang, uma área que faz fronteira com o Vietnã, conhecida por seus rios, cavernas e altas formações de revelo, foi descoberto um buraco imenso com 192 metros de profundidade, 366 metros de comprimento e 149 metros de largura.
Liderada por Chen Lixin, a exploração encontrou árvores antigas e plantas de sombra (plantas cultivadas para fornecer sombra e várias culturas. Crescem, normalmente, em um local sombreado onde recebe baixa intensidade de luz, entre elas o café ou baunilha), com árvores podendo chegar até 40 metros de altura.
No entanto, Lixin não acredita que exista apenas isso. Em entrevista à Live Science, ele confessou que, provavelmente, o buraco contém outras formas de vida que nunca foram descritas ou imaginadas pela ciência, apenas esperando serem descobertas.
Conhecidos como Tiankeng ou "poços celestiais", esses buracos gigantes já estão quase se tornando rotina na história da China, especificamente da região autônoma de Guangxi Zhuang. Isso porque é o 30º sumidouro descoberto na área. Como informa uma matéria da Newsweek, só em 2019, foram encontrados 19 buracos, inclusive pela mesma equipe de Lixin.
De acordo com Veni, as belezas que esses buracos grandes guardam são, em sua maioria, reservas profundas de água subterrânea — o que explica o sinônimo "poço celestial". E eles não estão imunes à poluição, visto que aquíferos cársicos são os únicos que podem ser contaminados com resíduos sólidos. Estima-se que cerca de 700 milhões de pessoas obtém água deles.
“Eu tirei baterias de carros, barris, garrafas e mais um monte de coisa do fluxo de água ativo da caverna”, revelou Veni.
Só por enquanto, o novo sumidouro descoberto em Zhuang exala para o mundo através de sua imensa cavidade, o frescor de uma natureza recém-descoberta, provavelmente, milenar.
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