Por muitos e muitos anos a China, maior potência econômica da Ásia, enfrentou a questão do controle populacional, passando por crises demográficas e outros problemas. No entanto, o país mais populoso do mundo registrou através do Gabinete Nacional de Estatísticas um declínio de 850 mil pessoas em 2022, encerrando o ano com uma população de 1,41 bilhão de habitantes, o primeiro recuo desde o final da década de 1950, na época de Mao Tse Tung.
A justificativa para o acontecimento é entendida pela política “filho único”, adotada no país em 1980 e que vigorou até 2016. As informações oficiais apontam também o registro de 336 milhões de abortos e 196 milhões de esterilizações desde 1971. Por conta da tradição feudal da China, os abortos aconteciam em sua grande maioria por conta das crianças do sexo feminino não serem preteridas como as do sexo masculino.
Desde então, o governo chinês tem incentivado as famílias a terem um segundo filho ou até mesmo um terceiro, mas sem muito sucesso. Especialistas consideram que em breve a Índia deve ultrapassar a China e se tornar o país mais populoso do planeta.
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