A China realizou neste sábado, 13 de dezembro, a cerimônia anual em memória das vítimas do Massacre de Nanjing, ocorrido em 1937, quando tropas imperiais japonesas invadiram a então capital chinesa e mataram cerca de 300 mil civis e prisioneiros de guerra. Sob forte aparato simbólico, com minuto de silêncio, sirenes e homenagens no memorial dedicado ao episódio, autoridades, militares, estudantes e moradores participaram do ato, que reforça o compromisso do país em manter viva a lembrança de um dos episódios mais brutais do século XX.
O massacre segue como uma ferida aberta nas relações entre China e Japão e ganha novo peso diante da escalada recente de tensões diplomáticas e militares entre os dois países. Pequim reagiu duramente a declarações da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, sobre Taiwan, considerada uma linha vermelha pelo governo chinês. Nas últimas semanas, exercícios militares envolvendo forças chinesas, russas, japonesas e norte-americanas aumentaram a preocupação com a segurança regional, enquanto a mídia estatal chinesa alertou para o risco de ressurgimento do militarismo japonês.
Durante a cerimônia, autoridades chinesas destacaram que o massacre é um fato histórico incontestável e defenderam a preservação da memória como forma de evitar novas tragédias. Em discurso, representantes do Partido Comunista afirmaram que a vitória da China na guerra contra o Japão contribuiu para a paz mundial e enviaram um recado político ao afirmar que qualquer tentativa de negar crimes históricos ou desafiar a ordem internacional do pós-guerra não será aceita. O evento foi encerrado com homenagens à paz e a soltura simbólica de pombas no céu de Nanjing.
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