Um editorial publicado no PLA Daily, o jornal oficial do Exército Popular de Libertação (EPL), indica que as investigações anunciadas contra Zhang, assim como contra o chefe do Departamento do Estado-Maior Conjunto da Comissão Militar Central (CMC, órgão máximo do Exército), Liu Zhenli, mostram que “não há tolerância na luta contra a corrupção”.
Zhang, de 75 anos, é o primeiro vice-presidente da CMC, o que o coloca como o “número 2” militar do país, com uma patente apenas abaixo da de Xi Jinping, que lidera o órgão. Ele também é um dos 24 membros do Politburo, o segundo escalão de comando do Partido Comunista Chinês (PCC), que está no poder.
“Zhang e Liu, como altos comandantes do Partido e do Exército, traíram profundamente a confiança que lhes foi depositada (…) e violaram gravemente o sistema de responsabilidade suprema que reside no presidente da CMC [Xi]”, afirma o texto, também divulgado pela agência oficial Xinhua.
O artigo acusa os dois generais de “agravarem os problemas políticos e de corrupção que ameaçam a autoridade absoluta do Partido sobre as Forças Armadas” e de “mancharem a imagem e a autoridade dos líderes da CMC”.
Além de revelar as acusações contra os dois generais, o editorial enfatiza o objetivo das purgas militares promovidas por Xi: “Ficou demonstrado que, quanto mais o Exército combate a corrupção, mais forte e puro ele se torna, com maior capacidade de combate. Se a corrupção for erradicada de forma profunda, as Forças Armadas serão mais capazes e terão mais confiança”, escreve o PLA Daily.
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