A China alertou oficialmente os Estados Unidos, ontem (12), para que não utilizem terceiros países como pretexto para expandir interesses próprios na Groenlândia. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Mao Ning, defendeu que as atividades no Ártico devem respeitar o direito internacional e os direitos de todas as nações, visando a paz e o desenvolvimento sustentável. Pequim reagiu às declarações de Donald Trump, que afirmou não permitir a presença russa ou chinesa no território dinamarquês.
O clima de tensão escalou após Trump reiterar a intenção de assumir o controle da Groenlândia "a bem ou a mal", alegando razões de segurança nacional. O presidente norte-americano defende a aquisição da ilha como uma manobra estratégica para conter a influência de potências rivais na região ártica. As falas de Washington têm gerado forte resistência tanto na Dinamarca quanto no governo local da Groenlândia, especialmente diante de relatos de que a Casa Branca cogita cenários que incluem o uso de força militar.
A diplomacia chinesa reforçou que o Ártico envolve interesses globais e não deve ser palco de imposições unilaterais. Enquanto os EUA buscam ampliar sua presença militar e econômica na área, especialistas apontam para o risco de um conflito diplomático sem precedentes entre aliados históricos da Otan. O governo chinês reiterou que suas ações na região seguem normas internacionais, desafiando a narrativa de Washington sobre uma suposta "ocupação" do território ártico por potências estrangeiras.