A China intensificou sua presença na Zona de Medidas Provisórias, criada em 2001 para administrar disputas marítimas entre Pequim e Seul, enviando embarcações da Guarda Costeira para patrulhas prolongadas. Dados de rastreamento indicam que três navios chineses permaneceram na área por semanas, navegando próximo à costa sul-coreana. Além disso, a China teria construído uma estrutura temporária na região, repetindo táticas anteriores para reforçar sua reivindicação territorial.
O aumento da atividade chinesa ocorre em um momento de instabilidade política na Coreia do Sul e pode elevar as tensões entre os dois países. Especialistas apontam que Pequim busca pressionar Seul em meio ao fortalecimento da aliança sul-coreana com os Estados Unidos. A disputa envolve interpretações conflitantes sobre as delimitações marítimas, com a China alegando direitos históricos e a Coreia do Sul seguindo normas do direito internacional para definir sua zona econômica exclusiva.
Diante da escalada, a Coreia do Sul tem reforçado medidas contra incursões de embarcações chinesas consideradas ilegais. No entanto, autoridades sul-coreanas ainda não se pronunciaram sobre as patrulhas recentes. Analistas alertam que, caso as relações entre China e EUA se deteriorem ainda mais, Pequim pode adotar medidas mais agressivas na região, ampliando o risco de novos conflitos marítimos.
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